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Partidos negociam alianças para 2026 em busca de sobrevivência, verbos e preservação de ideologias

Enquanto algumas legendas tentam aliança para sobreviver, outras devem conquistar força política ainda maior dentro no Congresso Nacional.

Publicada em 17/03/25 às 05:22h - 216 visualizações

por Portal G1


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Sessão Conjunta do Congresso Nacional  (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Partidos de diferentes espectros têm planejado a formação de alianças para as eleições de 2026 para, em alguns casos, evitar a extinção.

A mais de um ano de distância do próximo pleito, as negociações têm caminhado em velocidades diferentes dentro de cada sigla.

As motivações e os arranjos também divergem — há quem busque uma "boia salva-vidas" para impedir o asfixiamento financeiro do partido. É o caso de partidos, como PSDB , Rede e PSOL buscam alternativas para sobreviver.

Por outro lado, há legendas que tentam consolidar uma política “superforça”; e ainda há tentativa de estancar a perda de eleitorado para o Centrão.

Federação PP e União

As tratativas mais avançadas estão em duas grandes forças partidárias do Centrão: União Brasil e PP. As siglas têm planejado a criação de uma federação partidária, e a aliança pode, enfim, ter um avanço ao longo da próxima semana.

União e PP debatem a aliança desde o ano passado. Nas primeiras rodadas de negociação, outras legendas também chegaram a demonstrar interesse. Uma delas foi os Republicanos, que, após consultarem as bancadas da Câmara e do Senado e membros dos diretórios, desistiram de embarcar no arranjo.

Hugo Motta, do Republicanos, foi eleito novo presidente da Câmara dos Deputados

O possível acordo entre União e PP foi tratado como uma "superfederação". Se concretizada, a união das siglas vai se tornar a maior força partidária dentro da Câmara com 109 deputados.

O número é relevante porque a distribuição de recursos para financiamento das siglas e de campanhas é baseada justamente no tamanho das bancadas eleitas no Congresso.

  • Federações partidárias unem duas ou mais siglas, que atuam como uma só por, no mínimo, quatro anos.
  • Os resultados obtidos pelos partidos nas eleições são somados no processo de aferição da cláusula de barreira — que determina, com base em número de votos válidos e deputados eleitos, quais partidos terão direito a recursos públicos monetários para o funcionamento das siglas (fundo partidário) e ao tempo de propaganda na TV e rádio.
  • As federações são obrigadas a estar homologadas nas campanhas — isto é, definir candidatos únicos a todas as cargas.
  • No financiamento de campanhas, cada partido recebe individualmente sua fatia do fundo público de financiamento das eleições, mas os partidos aliados podem compartilhar os recursos.

Força no Congresso motiva negociações de partidos para eleições de 2026 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A “superfederação” teria, portanto, direito à maior fatia do fundo de financiamento de despesas. Poderia, ainda, dispor do maior volume de dinheiro do fundo eleitoral para custear campanhas em 2026.

A aliança do Centrão terá uma prova de fogo dentro das instâncias de cada partido. Na noite da próxima terça-feira (18), o PP vai reunir parlamentares e dirigentes para decidir se dá seguimento à aliança. No União Brasil, as tratativas devem ocorrer durante toda a semana.

Em comunicado aos correligionários, o presidente nacional da União, Antonio de Rueda, convocou parlamentares, dirigentes e governadores para uma semana de conversas em Brasília.

"Os debates ocorrerão ao longo da semana para o amadurecimento do tema. Juntos, através do diálogo, definiremos os próximos passos para que o nosso partido amplie o seu protagonismo no cenário nacional", escreveu Rueda.

Terror da esquerda

A possibilidade de duas das maiores forças do Centrão se unirem tem causado temor em partidos de esquerda. Dirigentes de siglas avaliam que a “superfederação” pode afetar as aspirações esquerdistas nas eleições de 2026 em todo o país.

Dentro do PT, do PCdoB e do PV, há dirigentes que defendem uma ampliação da atual federação formada pelas três siglas.

O objetivo seria justamente enfrentar o poder financeiro e publicitário do arranjo entre União Brasil e PP, além de um possível sucesso eleitoral no campo da direita.

Dirigentes dessas siglas de esquerda, que hoje representam a segunda maior força dentro da Câmara, têm argumentado que há espaço para que outros partidos com semelhanças programáticas se unam à federação "Brasil da Esperança", fazendo menção, por exemplo, ao PDT e ao PSB.

Nos partidos mais alinhados à esquerda, há ainda outra federação formada pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade. Se os números obtidos pelas duas siglas nas eleições de 2022 se repetissem no próximo ano, a aliança perderia o direito ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em rádio e TV.

Dentro da Rede, os dirigentes afirmam que há sinais de "desgaste" na aliança e que os membros da direção nacional devem colocar em discussão a possível continuidade da sigla na federação. Em 2022, o partido sofreu uma “racha” interna na formação da aliança com o PSOL e na decisão de apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar da indisposição da Rede, dirigentes do PSOL sustentam que não há discussão em andamento para revogar a federação ou buscar outras alianças.

Mesmo assim, segundos parlamentares, o PSOL já considerou a escolha de candidatos considerados fortes para puxar votos e ajudar o partido a superar a cláusula de barreira.

PSDB 'respirar por aparelhos'

O PSDB entrou no ano pré-eleitoral com o rescaldo de sua maior crise interna. O partido, que já chegou à presidência do país e ocupa o topo do ranking de parlamentares eleitos, tem enfrentado uma debandada em todos os estados.

Os tucanos sofrem com uma “racha” ideológica e a saída de nomes históricos, como o atual vice-presidente Geraldo Alckmin, que foi para o PSB em 2022.

Federado ao Cidadania, o PSDB teve especial atenção com seus esforços na eleição para o Congresso de 2022. Mas Fracassou. Sem candidato ao Planalto pela primeira vez desde 1989, o PSDB teve o pior resultado de sua história nas eleições gerais.

Não conseguiram eleger senadores, conquistaram apenas três governadores e perderam o comando do estado de São Paulo, que esteve nas mãos do partido há quase três décadas.

Na Câmara, a legenda, que chegou a ter 99 deputados, alcançou a sua bancada menor na história.

Respirando por aparelhos, os tucanos abriram negociações com uma série de partidos para encontrar uma saída. Na mesa, os dirigentes do partido colocaram como hipóteses fusões, incorporações e federações.

Mesmo com os esforços, não há unidade dentro do PSDB sobre qual caminho deve ser seguido. Há infelizmente que defende uma aproximação ao PSD; outras, ao MDB ou aos Republicanos ou, ainda, ao Podemos.

O temor no ninho tucano é que o processo de desidratação leve ao asfixiamento financeiro da sigla e um desastre do desaparecimento do partido.

A partir de 2026, a cláusula de barreira será mais duradoura. Para que os partidos tenham direito ao tempo de TV e rádio e ao fundo partidário, precisam alcançar nas eleições de 2026:

  • ao menos 2,5% dos votos válidos nas eleições para a Câmara — distribuídos entre 9 estados com, no mínimo, 1,5% dos votos válidos em cada estado; ou
  • eleger, no mínimo, 13 deputados distribuídos em pelo menos 9 estados.

Tucanos afirmam que há uma negociação mais avançada junto ao Podemos. Nesse arranjo, dizem, seria realizada uma fusão entre os partidos, que daria origem a uma nova sigla com um novo nome.

A única certeza dentro do partido é que o PSDB deve perder a aliança com o Cidadania. O partido, que integra a federação com os tucanos, deverá ratificar neste domingo (16) a ruptura da aliança.




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